25 de jul. de 2021

Acho bonito o jeito que chega perto de Frederico e tenta fazer carinho nele. Você me pergunta antes se ele morde, se é bravo, se gosta de carinho também. Eu, Amora e Eduarda ficamos sempre com ciúmes. Elas latem desesperadamente enquanto seguro Frederico para que encene gostar de tudo isso, para não te afastar nem um pouco. Uma hora elas se acostumam, você quer inseri-lo no convívio. Primeira, segunda, sexta vez, acho bonito o jeito que você pergunta meu nome depois de ter decorado o dele no primeiro momento. Você encurta, Fred. Não me importo, nunca perguntei o seu antes também. Não por falta de interesse, mas por esquecimento. Esqueço exatamente a forma como se deve funcionar uma pessoa quando te encontro assim. Do nada. De fora. Dentro. Te aponto minha casa e você pode chamar nela quando precisar. Espero que você precise logo. Nem que seja por ele. Esqueço algumas interrogações. Você deve pensar que tenho muitas certezas. Não tenho. É que acho mesmo muito bonito como você sabe lidar com todas as coisas que ocupam o mesmo espaço que nós. É realmente lindo me empresta?