21 de ago. de 2017

A última camada da tua colcha de retalhos era a da permanência, parece que todos os tamanhos estavam corretos. Outra canção sobre estar. Tua desordem é agora o meu devir. Infantaria para noites sóbrias. Fratura nas minhas sobreposições de enfrentamentos. Eu sou uma música curta e sussurrada. Meu solo começa no chão. Olhando pra cima; tentando te alcançar. Tu, qualquer canção sobre descansar e pronto. Eu sou uma música de dois minutos e meio. A última do disco. Escuta, vamos sair daqui um pouco. Acima da cidade, teu beijo. Com a duração de um incenso de âmbar, que é o tempo do seu amor, que é o cheiro e a cor. Sabor do chá de frutas do bosque. Um retrato pra guardar teus cuidados sob os meus dias. Encosta. O corpo começa a pedir. O copo começa a perder. No curto espaço entre o pulo e a queda, o sol mirando todas as sombras de dúvidas nos teus olhos lindos - rasgados pelo medo de sentir que é pouco. A distância é um soco que esconde o impacto e excede no sentir da dor. Perto do mar tem saudade demais. No samba de roda, teu abraço. Teus sapatos ajustando os erros dos meus passos. Acordando tudo que é partida. Devagar de novo. Nossos pés nessa calçada pequena. Um refúgio bonito pro tempo tomar todas as decisões por nós. Vamos lá fora... uma cerveja ia bem.